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Notícias e Dicas


Experimente os vinhos selecionados.


Nossas dicas de vinhos.

Conde de Valdemar Fermentado en Barricas
Vinho branco espanhol, safra 2010, produzido por Bodegas Martinez Bujanda.
Nota: 92
Preço aproximado: R$106,00 na Mistral.
www.mistral.com.br

Mauro

Vinho tinto espanhol, safra 2007, produzido por Bodegas Mauro.
Nota: 91
Preço aproximado: R$ 340,00 na Vinci.
www.vinci.com.br

Viña Real Reserva
Vinho tinto espanhol, safra 2005, produzido por Cia Vinicola del Norte de España. Nota: 92
Preço aproximado: R$180,00 na na Vinci.
www.vinci.com.br

Querciolaia
Vinho tinto italiano, safra 2005, produzido por Fattoria Montellassi. Nota: 90
Preço aproximado: R$ 65,00 na Cava de Vinhos.
E-mails para jesus@cavadevinhos.com

Clique_aqui para consultar listagem completa de vinhos avaliados.


Notícias

Expo Vinis 2014


Será realizada a 18ª edição do ExpoVinis Brasil em São Paulo, no Expo Center Norte Pavilhão Azul Com o status de maior e mais importante feira do setor vitivinícola na América Latina, traz anualmente os principais produtores, de diferentes continentes, apresentando novas safras, rótulos e os mais esperados lançamentos do mercado. Conduzidas por especialistas, as Degustações Premium abrilhantam ainda mais o evento, proporcionando sessões experimentais e sensoriais. Uma verdadeira aula, que amplia ainda mais o conhecimento sobre o universo dos vinhos e suas mais rebuscadas particularidades.

Vinhos de Bergerac


Em viagem à França, degustamos alguns vinhos em Bergerac. Clique aqui para ver os detalhes das avaliações.

A região de Bergerac, situada na região de Sud-Ouest/Dordogne, tem em comum com sua vizinha Bordeaux as castas com as quais são feitas seus vinhos, tanto brancos, como tintos e doces.

No entanto, ela é menos conhecida por seus vinhos do que pela famosa peça teatral do século XIX, Cyrano de Bergerac, de Edmond Rostand.

Outro produto pelo qual Bergerac é conhecida é o seu foie gras, que harmoniza muito bem com um dos vinhos mais interessantes da região, o Monbazillac, vinho doce licoroso que, como o Sauterne, seu famoso vizinho de Bordeaux, também é feito com as uvas Sauvignon Blanc, Semillon e Muscadelle, colhidas após o ataque do fungo Botritys cinérea, o que lhe acrescenta bastantes aromas.

Outro vinho doce e menos famoso é o da AOC Saussignac.

A região possui também bons vinhos brancos secos nas AOC Bergerac e Montravel, rosés como Bergerac rosé e tintos que utilizam as castas bordalesas Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Malbec, com destaque para os da AOC Pécharmant.

A região vinícola de Bergerac é formada por treze AOC’s:

Bergerac
Bergerac rouge – tinto seco
Bergerac sec - branco
Bergerac rosé
Côtes de Bergerac rouge - tinto seco
Côtes de Bergerac blanc – meio doce
Montravel
Montravel – brancos secos
Montravel rouge – tintos secos
Côtes de Montravel – meio doce
Haut-Montravel – meio doce
Pécharmant – tinto seco
Rosette – meio doce
Monbazillac – doce
Saussignac – doce

Sergio Cadoso

A Bíblia do Champagne


São 400 páginas para se conhecer tudo sobre o champagne.

Um livro especial, uma bela obra. Perfeitamente organizada, possui sete capítulos independentes, cada um sobre um assunto específico: o autor; a região geológica, castas, elaboração e tipos de champagne; o uso correto do champagne; o enoturismo; a história. Nos capítulos seguintes o papel muda e o livro se singulariza. No capítulo 6 são apresentadas três seleções destes vinhos: os 100 melhores, os melhores por millésimes, dez champagnes típicos, e ainda um repertório descritivo dos millésimes. O capítulo 7 se estende por 220 páginas onde 8 mil champagnes são cotados, classificados por marcas com seus históricos e com a composição das cuvées.

Título: Um Parfum de Champagne

Autor: Richard Juhlin

54,50 €

Éditions Féret

Adegas & Vinhos visita o Chateau de la Gardine


Mme. Brunel, proprietária, nos recebeu de forma muito simpática e nos ofereceu uma degustação acompanhada da história da propriedade e dos vinhos produzidos na região de Chateauneuf-du-Pape, onde tivemos a oportunidade de degustar alguns vinhos que não são exportados para o Brasil.
Todos os vinhos de excelente qualidade, como o branco Château de la Gardine Cuvée des Générations Marie-Léoncie e os tintos, como o elegante Château de la Gardine Cuvée des Générations Gaston-Philippe e o potente Château de la Gardine Cuvée Immortelle e Château de la Gardine Cuvée Peur Bleue. Destacamos a belíssima propriedade familiar, que há gerações produz vinhos nesta região.
Alguns vinhos do Chateau de la Gardine são importados no Brasil pela Decanter.

Por Sergio Cardoso

Lembrando: safra de 2012 do Chateau Yquem não foi engarrafada


Pierre Lurton, proprietário do Château Yquem, anunciou que a safra de 2012 não será comercializada. Neste ano, nem a qualidade nem a quantidade estiveram presentes. O millésime 2012 do Château de Yquem não foi engarrafado e foi vendido em atacado aos negociantes.
Os Baixos rendimentos, e uma qualidade julgada insuficiente após degustação, determinou que o Chateau de Yquem não seria vendido sob o rótulo do prestigioso Premier Cru Supérieur de Sauternes.
Somente 10.000 garrafas de “Y”, o bordeaux branco seco do Chateau Yquem, com as uvas sauvignon blanc da AOC Bordeaux, será vendido.

 

Destaque da Casa Valduga na 20ª Avaliação Nacional de Vinhos


A Casa Valduga foi um dos destaques da vigésima Avaliação Nacional de Vinhos, promovida pela Associação Brasileira de Enologia.
Entre as 16 amostras representativas da safra de 2012 está a de Marselan, que da origrem ao Premium Marselan, integrante da linha Identidade e proveniente do terroir de Encruzilhada do Sul, na Serra do Sudeste Gaúcho.
“ Há uma década desenvolvemos estudos no complexo terroir de Encruzilhada, onde conseguimos chegar à adaptação de castas distintas como Marselan e Arinarnoa”, explica o enólogo e proprietário João Valduga.
A amostra ganhou destaque no evento e foi descrita como tendo coloração vermelho-violáceo intensa, aromas complexos, acidez marcante, taninos maduros e alta persistência. O "Identidade Marselan" é elaborado com uvas provenientes de vinhedos próprios, com produção de apenas 2kg/planta.

 

Degustando vinhos da Croácia e Eslovênia


Croácia e Eslovênia são duas republicas que integravam a Iugoslávia até o inicio da década de 90, no século passado. Depois de suas independências, estiveram em guerra com a Sérvia, outra república que também fazia parte da antiga Iugoslávia. Após terem superado estes conflitos, e tendo entrado para a União Europeia, a Eslovênia, em 2004, e a Croácia, em 2013, têm se tornado destinos turísticos bem interessantes.
Adegas & Vinhos foi verificar como estavam os vinhos produzidos nestes dois países.
A impressão que tivemos foi de vinhos brancos bem interessantes, a maioria feita com Sauvignon Blanc, Pinot Gris e Gewurztraminer, o que os tornam bem adequados para acompanhar uma gastronomia feita principalmente de peixes e frutos do mar Adriático.
Os tintos não chegaram a impressionar, apesar de alguns vinhos serem bem elaborados, mas, se comparados com preços de outros vinhos europeus de mesma qualidade, custam bem mais.
Alguns tintos da Croácia, em especial os feitos na ilha de Hvar com a uva autoctona Plavac Mali, rendem vinhos tintos bem interessantes.

Clique em Croácia ou em Eslovênia para ver detalhes dos vinhos.

 

Degustando vinhos da Turquia


Apesar de fazer parte do velho mundo e produzir vinhos há muito tempo, a Turquia nunca foi mencionada entre os grandes produtores de vinhos de qualidade do velho mundo.
Em viagem recente à Turquia tive a oportunidade de provar alguns vinhos turcos mas evitei os vinhos feitos com castas internacionais como Cabernet sauvignon, Syrah, Chardonnay e outras. Preferi provar os vinhos feitos com castas autoctonas, como as brancas Narince, Sutanye, e as tintas Bogazkere, Öküzgözü, Papazkarasi, Kalecik Karasi, algumas em cortes com outra uva mais conhecida.
Achei os brancos muito equilibrados e agradáveis. Os tintos também agradáveis, alguns bem tânicos mas equilibrados com uma bela acidez. Nunhum me chamou a atenção como um grande vinho, mas achei todos bons.
Os vinhos foram provados em restaurantes, nem sendo os mais baratos das cartas nem os mais caros, todos de preços intermediários.

Clique em Turquia para ver detalhes dos vinhos.

Sergio Cardoso

 

Escola de degustação em Paris


"Les Grains Nobles", este é o nome de um espaço na capital francesa, onde funciona um “bar a vin”, com uma ótima seleção de vinhos em taça ou em garrafas, e também como um belíssimo espaço de degustações dirigidas com a participação de produtores e verdadeiras aulas sobre os terroirs, com especialistas renomados do vinho.
O espaço é dirigido pelo simpático casal Antolina e Pascal, e funciona de terça a sexta, das 18 às 24hs no numero 8 da Rue Boutebrie, 75005.
A programação e a carta de vinhos servidos em taças podem ser vistos no site wwww.grainsnobles.fr

 

Eleito o melhor sommelier do mundo


Paolo Basso é um homem perseverante. Aos 47 anos, de origem italiana, naturalizado suíço, ganhou o 14º Campeonato Mundial de Sommeliers, em Tóquio, tendo sido três vezes segundo (atrás de Olivier Poussier em 2000, atrás de Andreas Larsson em 2007 e atrás de Gerard Basset em 2010).
Pode-se imaginar a sua alegria com o anúncio dos resultados.
"Quando ouvi o meu nome, eu apenas disse: Finalmente!", diz Paolo Basso, que se tornou sommelier por sua paixão por comida.
"Eu sempre tive gosto por coisas boas. Ainda pequeno, quando meus companheiros engoliam suas casquinhas de sorvete em 2 minutos, eu levava 10, a fim de saborear cada mordida".
Portanto, é natural que ele vá para a escola de hotelaria e se especialize em sommelier, quando descobriu a riqueza do mundo do vinho. Agora é o sommelier do restaurante estrelado Balla Conca, em Vacallo, perto de Lugano. Ele também exerce atividades como consultor de vinhos.
Na competição ficou em segundo lugar Véronique Rivest, sommeliere canadense. É a primeira mulher a chegar a este lugar.
O pódio é completado pelo jovem Spies Aristide, sommelier belga muito promissor, que ganhou o público e os jurados pelo sua simpatia e espontaneidade. Em contraste, David Biraud, o representante francês, atualmente sommelier no Mandarin Oriental, em Paris, chegou a um decepcionante 12º lugar, ele que estave entre os três primeiros em 2010, no Chile.

 

Faça um piquenique em Paris


O hotel Le Burgundy, seu restaurante Le Baudelaire e a Maison Petrossian têm a proposta para esta primavera de piqueniques gastronômicos nos parques de Paris.
Pierre Rigothier, chefe estrelado do restaurante Le Baudelaire, presenteia os adeptos de piqueniques com sua cesta gastronômica, com pratos da estação deliciosos graças aos produtos nobres da Maison Petrossian. Basta você escolher seu local preferido em qualquer lugar de Paris, para que um funcionário do hotel entregue sua cesta...
Menu do piquenique chic:
- Le Caviar Alverta® Royaln Eggxiting Petrossian
- Une terrine de foie gras de canard à la fleur de caviar
- Une salade de saumon fumé Petrossian, riquette, avocats et mozzarella
- Un boeuf mode en gelée, accompagné de truffe d’été et d’une crème de raifort
- Clafoutis à l’abricot, amandes fraîches et verveine
- Eton mess
- Eclair au chocolat
- 2 mignonettes de Vodka Petrossian
Tudo isso acompanhado do delicioso pão de campagne Poujauran e de uma meia garrafa de champagne Deutz.
Preço da brincadeira gastronômica: 130 euros por pessoa.
Maiores informações:
• Hôtel Le Burgundy, 6-8 rue Duphot 75001 Paris.
• Tel. 01 42 06 12 42
wwww.grainsnobles.fr

 

Château Vignelaure 2011


Este Rosé maravilhoso, produzido na região da Provence no sul da França, recebeu nota 92 da Wine Enthousiast.
"Este é um vinho rico e vibrante repleto de deliciosas notas de frutas vermelhas e acidez brilhante. Pleno e concentrado, tem volume sem ser pesado. Este vinho é feito finamente, com um acabamento crocante" diz Roger Voss (janeiro de 2013)
Localizado no coração do Coteaux d'Aix-en-Provence, o Château Vignelaure está no topo dos vinhos da Provence. A vinha se estende por 60 hectares e é dividida entre diversas variedades: Cabernet Sauvignon, Syrah, Grenache, Carignan, Cinsault e Merlot. A filosofia do Chateau é de oferecer ao público vinhos de personalidade . Este rosé do Chateau é uma mistura de Grenache (70%) e Syrah (30%), e possui uma cor espetacular; tem a cor do verão!

 

As mulheres e os vinhos


A pesquisa "As mulheres & e o vinho", publicada pela Vinexpo em 2011 e realizada com 10.500 mulheres de cinco países pesquisados na web (França, Reino Unido, Alemanha, EUA e em Hong Kong), é bem detalhada.
- 51,1% das mulheres preferem vinho tinto, 26,4% vinho branco e 15,7% (principalmente entre 18-30 anos) preferem o rosé, (eram 6% em 2009).
- 58% das mulheres pensam conhecer vinho tanto quanto os homens, (67% das americanas são desta opinião).

Se em 2009 o preço foi o primeiro fator para compra, agora é apenas o terceiro, atrás da origem do vinho (62,3%) e das castas (48,9%).

Mas, dependendo do país, os critérios variam: 70% das mulheres francesas privilegiam a origem e 50,8% das inglesas acreditam que o preço é o critério mais importante. Para 68,4% das americanas a casta é privilegiada. Em Hong Kong 58,5% consideram o preço mais importante e 67,8% levam em conta a origem e o terroir, também acreditando que o vinho melhora a sua imagem (16,4%), contra 1,6% das francesas e 3,5% das alemãs.

Entre 18-30 anos permanecem sensíveis ao critério de preço e 13,8% delas consultam a Internet. Na França, apenas 2,8% das consumidoras usam este método de compra.

Veja mais em : Le Figaro - l'avis du vin

 

Fenadegas, Cooperativas de vinhos de Portugal


A Fenadegas, que representa um grupo de Adegas Cooperativas Portuguesas, promoveu no ultimo dia 14/12, no Hotel Pestana no Rio de Janeiro, uma degustação de vários produtores no intuito de promover vinhos de seus representados.
Adegas & Vinhos esteve presente e pôde avaliar vários destes vinhos.
Todos eles eram de boa qualidade, não havendo nenhum grande destaque. Entre os melhores degustamos dois vinhos do Porto, que nunca passam desapercebidos: um vintage 2003 e um Porto de 20 anos, produzidos pela Caves do Vale do Rodo.
Chamaram atenção, também, vários vinhos da Adega de Cantanhede da região da Bairrada, com destaque para um espumante feito com 100% da casta Baga, um tinto também 100% Baga e um branco feito com as castas Maria Gomes, Bical e Arinto, todos com a marca de Marques de Marialva.
Uma adega da região de Setubal, a Adega dos Pegões, marcou presença com dois bons vinhos, um branco e um tinto todos dois chamados de colheita selecionada e que são representados no Brasil pela importadora Hannover.

 

Prêmio da Vinitaly para a Casa Valduga


Casa Valduga foi destaque em um dos mais importantes e rigorosos concursos de vinhos do mundo, a Vinitaly. Realizado em Verona na Itália, o Concurso premiou com Grande Menção e vinho Raízes Premium Sauvignon Blanc 2012.
Proveniente da Campanha, terroir de solo seco e vestígios de deserto, este branco trás aromas de frutas tropicais. "Com elegante frescor e características minerais, harmoniza perfeitamente com o verão", explica João Valduga, enólogo e proprietário da vinícola.

Château d'Yquem


É o único Premier Cru Supérieur de Sauternes. É considerado o melhor vinho doce que existe.
Originalmente o Château Y'quem era uma fortaleza britânica. Foi comprado pela família Sauvage d'Yquem que lhe deu o nome. Em 1785, durante o reinado de Luís XVI, depois do casamento de Françoise Joséphine de Sauvage com Amédée de Lur Saluces, Coronel dos Dragões, o Château passa a ser propriedade da família Lur Saluces. Hoje é a jóia do grupo LVMH (Louis Vuitton Moët Hennessy), o maior conglomerado de produtos de luxo do mundo.
A vinha de 148 hectares situa-se na colina mais alta em Sauternes. A névoa, no outono, promove o surgimento da Botrytis, fungo milagroso que causa o nascimento da "podridão nobre" nas uvas Semillon e Sauvignon Blanc, e que é condição necessária para a produção destes vinhos.
De acordo com Enrico Bernardo, melhor sommelier em 2004, o d'Yquem deve ser degustado com a sobremesa:
"Eu acho que não se deve beber um grande Y'quem com menos de 30 anos de idade. Mas, se for servido jovem, deve ser harmonizado com frutas exóticas ou frutas amarelas, com algo de hortelã. Quando for mais velho, com sobremesa com praliné, café, um fondant de chocolate ou um mille-feuille. Sua complexidade de aroma e persistência é difícil de igualar. Ele pode começar com a sobremesa e continuar, depois de três horas, com um charuto."
O Y'quem 1996 está agora perfeito para a degustação e assim continuará por algumas décadas. Degustar um Sauternes como este demanda um momento suspenso no tempo. De uma cor dourada, é bonito e denso, com um nariz poderoso de amêndoas frescas e confit de toranja. O paladar oferece um equilíbrio perfeito. Os aromas de mel e polpa de frutas de laranja se misturam com baunilha. O máximo de equilíbrio e nobreza, com persistência infinita.

 

Chinês compra o Chateau de Gevrey-Chambertin


Um investidor chinês comprou o Chateau de Gevrey-Chambertin (Côte-d'Or) e seu vinhedo por uma soma recorde de 8 milhões de Euros, apesar de uma forte mobilização contrária dos viticultores locais, anunciou o presidente do sindicato dos vinicultores de Gevrey-Chambertin.
O Chateau, classificado como monumento nacional, é datado do século XII e pertencia a vários membros de uma família francesa (Masson), que vendeu esta propriedade notável e seus dois hectares de vinhas a um chinês proprietário de salas de jogos em Macau. Segundo Jean-Michel Guillon, presidente do sindicato de vinicultores de Gevrey-Chambertin, este bem foi avaliado por vários profissionais por cerca de 3,5 milhões ao início.
Gevrey-Chambertin é um dos vinhos mais famosos da Borgonha. O Chateau produzia de 10 a 12 mil garrafas por ano.
Apesar da crise, a transação de vinícolas francesas se multiplica. A superfície vendida dobrou em 20 anos e o preço médio por hectare foi multiplicado por três, de acordo com um estudo apresentado em junho pelo Vinea, especialista neste mercado.
Os franceses continuam a ser os principais investidores (60%), mas o mercado viu o surgimento de uma nova geração de empresários da China, em particular, que se concentram em vinhedos franceses, especialmente de Bordeaux.

Da AFP, set/2012.

 

Vale dos Vinhedos, primeira D.O. brasileira


O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) deferiu o pedido de registro de Denominação de Origem (DO) para o Vale dos Vinhedos. Agora o Brasil possui sua primeira DO de vinhos e espumantes, modalidade mais complexa e valiosa de uma Indicação Geográfica (IG). A luta por essa conquista vinha sendo encabeçada pela Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale), criada em 1996. De lá para cá, o sonho da DO sempre acompanhou o trabalho da entidade, ganhando força em 2010 quando o pedido foi oficializado.


Clique aqui para ver a notícia completa.

 

Uma taça de vinho é equivalente a 30 minutos de atividade física


De acordo com uma pesquisa da Universidade de Alberta (Canadá), a tradicional tacinha de vinho que acompanha o jantar de muitos pode ser equivalente a cerca de 30 minutos de atividade física. Com isso, são minimizados os efeitos do sedentarismo, ajudando a evitar que os músculos envelheçam. Além disso, aumenta a densidade dos ossos e melhora a circulação do sangue. O responsável por isso é o resveratrol, componente do vinho que também traz vários outros benefícios já conhecidos, como ajudar na prevenção do mal de Alzheimer. Mas, claro, essa substância não substitui os exercícios físicos; ela apenas é uma auxiliar no processo. Um estilo de vida saudável combinado com o consumo adequado de vinho é perfeito! Do site www.menuespecial.com.br

Do site www.menuespecial.com.br

Vinhos da Grand Cru no Grand Tasting 2012


A importadora Grand Cru realizou o seu "Grand Tasting 2012" dia 10 de agosto no Real Astória no Rio de Janeiro. Dos 43 vinhos testados por nós, os de melhor custo-benefício foram: entre os brancos, o italiano 'Garofoli Anfora' 2011 do produtor Garofoli e o espanhol 'Don Olegario Albariño' 2011 da Don Olegario, o branco doce húngaro 'Disznoko Late Harvest' 2009 da Disznoko e os tintos 'Tesoro de Bullas Monastrel' 2009, espanhol do produtor Rosario de Bullas e o 'Garofoli Grosso Agontano Cornero Riserva' 2008 do produtor Garofoli. Os grandes destaques foram o 'Delas Hermitage Blanc' 2006, um Rhône do produtor Delas, o Disznoko já mencionado, e o porto 'Noval LBV' 2005 da Quinta do Noval.
Clique aqui e veja o resultado de nossas avaliações.

 

Portugal divulga seus vinhos no Brasil


A Vini Portugal está realizando no Brasil, de julho a setembro, o programa de Educação sobre Vinhos de Portugal, que será apresentado em várias cidades brasileiras, começando pelo Rio de Janeiro e passando pelas cidades de Niterói, São Paulo, Ribeirão Preto, Campinas, Curitiba, Florianópolis, Londrina, Brasília, Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza. As ações consistem em cursos de 6 horas, incluindo a degustação de 20 vinhos, com realização de exame no final, com o objetivo claro de aumentar o conhecimento dos profissionais da área do vinho, sobre Vinhos de Portugal. Para além destas ações, serão feitas este ano algumas outras junto às ABS, com o objetivo de fornecer mais informação sobre os vinhos de Portugal junto aos membros destas Associações e com isto, fornecer mais ferramentas para que estes formadores de opinião possam alargar ainda mais o conhecimento sobre os vinhos portugueses junto dos seus formandos. Todas estas ações serão ministradas pelo reconhecido jornalista e crítico de vinho português, Rui Falcão. A ação na ABS Rio foi acompanhada por ¨Adegas e Vinhos¨ que assistiu à muito agradável e bem humorada palestra de Rui Falcão, centralizada na diversidade dos vinhos e castas portuguesas, sem igual no mundo, já que Portugal conta com mais de 300 castas autóctonas e que os vinhos apresentados na degustação constam entre os melhores do mundo. Clique aqui para saber quais os vinhos degustados.

 

Encontro Mistral 2012


A importadora Mistral realizou seu esperado Encontro Mistral 2012 nos dias 16 a 18 de julho em São Paulo e no dia 19 no Rio, desta vez com a participação de 81 produtores de 16 países. Entre os vinhos testados, selecionamos os sul-africanos 'Danie de Wet Chardonnay Sur Lie' do produtor De Wetshof Estate, o tinto 'Danie de Wet Pinotage Bio' do mesmo produtor, o 'The Wolftrap Blend' do produtor Boekenhoutskloof e o português 'Quinta da Lagoalva Castelão Touriga Nacional' da Quinta da Lagoalva de Cima. Clique aqui para ver o resultado de nossas avaliações.

Decanter Wineshow 2012


A importadora Decanter realizou no mês de junho a quarta versão de seu Wineshow 2012, com a participação de 75 produtores do Velho Mundo, e que apresentaram mais de 400 vinhos para serem degustados nas 4 cidades onde foi apresentado: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre. Destacamos, entre os tintos, o espanhol 'Rioja Crianza' de Luiz Cañas e o francês 'Purple The Original Malbec' do Chateau Lagrezette, de Cahors. Os grandes destaques foram os vinhos do Porto Quinta da Gaivosa Vintage 2003 de Domingos Alves de Souza e o Porto Vintage Quinta da Cavadinha 1996 da Warre´s. Clique aqui para ver o resultado de nossas avaliações.

Rainha Elizabeth II celebra 60 anos de seu reinado com vinhos ingleses.

A rainha Elizabeth II celebrou o seu reinado de 60 anos com   vinhos Ingleses, no domingo, dia 3/06, durante o desfile de barcos no Rio Tâmisa, evento não visto desde os reinados de Charles II e Louis XIV.

Os três vinhos ingleses, o branco Stopham Pinot Blanc 2010, o rosé Silent Pool Rosé 2011 do Albury Organic Vineyard e o espumante Nyetimber Classic Cuvée 2007, (que não tem direito à denominação de champagne), foram servidos a bordo da barcaça real.

O Nyetimber Classic 2007, provém dos vinhedos de West Sussex (sudeste da Inglaterra), que produz um espumante à base de chardonnay, pinot noir e pinot meunier. O Stopham Pinot Blanc 2010 é da mesma região, e o Silent Pool Rosé 2011, de primeira colheita, é produzido no vizinho condado de Surrey.

Rupert Pritchett , da loja de vinhos responsável por esta seleção , afirmou que era " perfeitamente apropriado serem servidos vinhos ingleses nesta ocasião muito patriótica ."

 La Revue du vin de France, jun/12



Versão 3.0 do software Adegas e Vinhos.

O software Adegas e Vinhos acaba de lançar sua nova versão.
Há onze anos no mercado, o software Adegas & Vinhos está sempre buscando satisfazer às necessidades de seus usuários.
Com interface mais amigável, ficou fácil navegar pelo programa, registrar novos vinhos e as entradas e saídas da adega.
Para suas avaliações você pode escolher o método que mais lhe convém entre os oito agora disponíveis.
O novo Adegas & Vinhos 3 está disponível apenas por download. São mais de 18.000 vinhos cadastrados para facilitar a inclusão de seus vinhos, 3.500 avaliações para ajudar em suas compras e 1.800 rótulos para consulta.
É possível escolher entre a versão simplificada (Home edition) e a completa (Pro edition).
Clique aqui para ver uma demonstração da nova versão.


Chateau Margaux apresenta vinhos orgânicos e "screwcaps".

Vinhos orgânicos e screwcaps poderia ser o caminho a seguir pelo Chateau Margaux , de acordo com nova pesquisa realizada pelo Chateau em Bordeaux.
O enólogo e diretor da propriedade, Paul Pontallier, afirmou que a agricultura orgânica é o caminho do futuro para Margaux. " Estamos muito perto da agricultura orgânica. Eu acho que é questão de uns dois anos", disse ele em um seminário em Londres.
Pontallier apresentou 16 vinhos no evento, incluindo os vinhos produzidos usando métodos agrícolas alternativos. Os exemplos orgânicos e biodinâmicos foram melhor avaliados do que os de cultivo convencional.
Margaux também apresentou seus experimentos com fechamentos alternativos em garrafas do Pavillon Rouge, segundo vinho da propriedade. " Nós temos nos decepcionado e frustrado com garrafas de rolha. Outro tipo de fechamento seria bem-vindo se fosse melhor", disse ele. Embora os ensaios sobre rolhas sintéticas fossem " absolutamente catastróficos", screwcaps se saíram melhor. No evento do dia 22, um vinho tinto de 2003, fechado com tampa roscada impermeável, foi preferido ao mesmo vinho vedado com uma rolha ou tampa roscada permeável.
"Se temos provas consistentes de que ela funciona melhor, não vejo como poderíamos resistir ", disse Pontallier se referindo às screwcaps.
O mesmo teste em um vinho branco de 2004 da propriedade teve um resultado menos conclusivo, tanto do público como de Pontallier, que preferiram a cortiça natural. "É muito difícil tirar conclusões e cada vez que fazemos estas experiências, não chegamos a um acordo.", acrescentou.

Decanter, fev/12

Cientistas provam haver variações regionais na levedura dos vinhos.

Cientistas da Nova Zelândia provaram pela primeira vez que as leveduras do vinho variam de região para região.
A pesquisa, conduzida por Velimir Gayevskiy e Dr Mateus Goddard da “School of Biological Sciences at the University of Auckland”, detectou diferenças distintas entre leveduras de cepas de diferentes regiões da Nova Zelândia.
"É amplamente aceito que a interação de fatores climáticos, geográficos e de condições de solo, em diferentes variedades de uvas, produz vinhos regionalmente distintos ", disse Goddard. Mas , pela primeira vez, o resultado destes estudos sugere que as leveduras podem fazer parte dos fatores de influência do terroir sobre os vinhos".
O estudo, publicado no “Journal of the International Society for Microbial Ecology” , investigou leveduras presentes em uvas Chardonnay e Syrah, em três regiões distintas na Nova Zelândia. Em trabalhos anteriores, Goddard estabeleceu que a Nova Zelândia tem uma população geneticamente distinta da levedura principal do vinho, a Saccharomyces cerevisiae (*).
Atualmente a pesquisa é limitada à Nova Zelândia, mas Goddard sugere que resultados semelhantes poderiam ocorrer em outros paises produtores de vinho.
Goddard disse que os próximos passos serão dados para tentar identificar as leveduras responsáveis por aromas e sabores regionais típicos.
(*) N.T. - Levedura também utilizada na produção de pão e cerveja

Decanter, jan/11

Lutando contra sabores desagradáveis no vinho.

Cientistas na Austrália sequenciaram o genoma da brettanomyces, uma levedura responsável pela produção de sabores indesejáveis ao vinho. Eles esperam que a descoberta possa ser usada para eliminar problemas de vinificação.
A brettanomyces pode estar presente em algumas vinhas, contaminando os barris ou outros recipientes de armazenagem da adega.
Quando a brettanomyces está presente no vinho em níveis suficientemente altos, ela pode produzir sabores desagradáveis, variando de couro a caça, metal ou medicinal.
Uma equipe do “Australian Wine Research Institute” - AWRI, liderada pelo pesquisador Chris Curtin, anunciou o seqüenciamento genético da Dekkera bruxellensis, a levedura responsável pelo que muitos degustadores chaman de "brett". A pesquisa foi publicada na edição de novembro / dezembro do “Wine and Viticulture Journal". Embora a brett não seja perigosa para a saúde humana, as opiniões divergem sobre se níveis detectáveis de brett possam destruir um vinho ou se pequenas quantidades possam aumentar sua complexidade. A maioria dos viticultores diz querer evitá-lo.
A AWRI, financiada pelas vinícolas da Austrália, acompanhadas pelo governo australiano, vem mantendo uma cruzada contra a brett desde o início dos anos 90, quando os pesquisadores notaram níveis inaceitavelmente altos de brett nos testes de laboratório de vinhos comerciais efetuados pela organização. Iniciaram então uma campanha educativa para mostrar aos enólogos como usar o dióxido de enxofre, manter a higiene da adega e o controlar o pH para se evitar a presença da levedura. Hoje, a Austrália já reduziu em 90% o número de vinhos infectados pela brett.
Em uma descoberta perturbadora, no entanto, testes com vinhos produzidos entre 1998 e 2005 identificaram uma espécie resistente ao sulfito em 85 por cento das amostras. "E continua crescendo", acrescentou Curtin. "Então sequenciamos o genoma e descobrimos que a brett tem um terceiro tipo de DNA. Achamos que encontramos o gene que está fazendo esta espécie ser mais tolerante ao sulfito. Se pudermos encontrar o seu calcanhar de Aquiles, poderemos proteger a indústria contra a brett".

WineSpectator, dez/11

Vinho de quinze euros foi escolhido entre os melhores de Bordeaux.

O “Grand Jury Européen”, organização privada comandada por François Mauss, promoveu em 2009, em Paris, uma degustação às cegas com célebres provadores internacionais.
Entre os Grand Crus Classé - Cheval Blanc, Petrus, Margaux, Mouton Rothschild, Latour, Lafite Rothschild, Haut-Brion, Ausone - havia também um Bordeaux Superieur, o Grand Vin De Reignac, que acabou em segundo lugar, perdendo apenas para o Château Angelus.
Assista ao vídeo em www.youtube.com/embed/hNQL_MFck2I



Os vinhos mais subestimados do mundo.

Há muita injustiça no mundo do vinho. Alguns vinhos muito bons recebem pouca atenção. Eles são “subestimados”.
Subestimado não tem nada a ver com a nota, alta ou baixa, que alguém possa ter dado ao vinho, mas sim com o que se tem de pagar por ele.
Um Bordeaux é subestimado? Bourgogne? Champagne? Tokaji? Veja os preços e responda. Quais os vinhos que você acha que hoje estão sendo subestimados? Que vinhos não estão atingindo os preços que merecem, dada a sua excepcional qualidade ou originalidade?
Algumas indicações:

Vale do Loire

Pode haver alguma outra área do mundo, onde os vinhos são mais subestimados do que no Vale do Loire? Considere a originalidade e qualidade exemplar dos melhores produtores de Chinon, Bourgueil, Saumur, Sancerre, Vouvray, Muscadet, Savennières, de Quarts Chaume, Bonnezeaux e Coteaux du Layon, e veja se pode haver qualquer dúvida de que estes vinhos estejam sendo subestimados!

Chianti Classico

Claro, foi por sua própria culpa que os produtores de Chianti criaram a grande confusão dos últimos 25 anos. Havia muito Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, carvalho francês, e muito pouco foco em sua própria e grande casta local, a Sangiovese. Na última década, porém, os melhores vinhos Chianti Classico são tão bons quanto qualquer outro que esta região já tenha produzido. O uso de carvalho novo tem diminuído drasticamente, o emprego de variedades internacionais de mistura é agora muito mais criterioso, e há orgulho em se enfatizar a Sangiovese.
Entretanto, o Chianti Classico ainda não reconquistou o público. Ele permanece subestimado.

Cru Beaujolais

Outro exemplo de vinho, não só subestimado, mas quase autodestrutivo. Os produtores de Beaujolais consagraram-se ao discutível Beaujolais Nouveau. Consequentemente, nas últimas décadas houve uma corrosão de preços e de aceitação pública, que só agora começa a se reverter. Apesar dos melhores cru de Beaujolais se enquadrarem na categoria de subestimados, prevemos que dentro de cinco anos eles não serão mais depreciados. E, claro, vamos pagar mais por eles.
A lista de possibilidades em torno do mundo é extensa. Inclui lugares como a Alsácia, Sicília, Grécia, Hungria, Argentina, Chile, Tasmânia e Croácia, para citar apenas alguns.
Ou talvez essa discussão possa incluir a variedade da uva: Teroldego, Gamay Noir, Lagrein, Pinot Blanc, Zinfandel, Touriga Nacional, Tempranillo, e mesmo a Riesling. São todas boas dicas de compra!

Resumo do artigo de Matt Kramer - Wine Spectator , maio/11

Um vinho para chamar de seu.

Em 2002, o americano Michael Brill resolveu derrubar todas as árvores que tinha em sua casa em São Francisco na Califórnia e plantou 24 parreiras de Pinot Noir. No ano seguinte, sem nenhuma experiência prévia, chamou alguns amigos para produzir vinho em sua garagem. Em alguns meses já tinha mais de 100 pessoas na lista de voluntários.
Brill se deu conta de que havia ali um mercado a ser explorado, o de amantes de vinho dispostos a produzir a própria bebida.
Em 2004 largou sua posição de vice-presidente de marketing de uma companhia de sofware no Vale do Silício para fundar a Crushpad, uma empresa que permite qualquer pessoa se tornar vinicultor, escolhendo desde a mistura de uvas até o design do rótulo na garrafa. Nos últimos seis anos, mais de 5.000 clientes tiveram a experiência de produzir seu próprio vinho. O perfil do cliente é de homens entre 35 e 55 anos, normalmente executivos dispostos a gastar pelo menos 8.000 dólares. Este é o valor mínimo exigido na produção de um barril de 225 litros. Muitos clientes tentam recuperar parte do dinheiro com a venda dos vinhos que produzem. Além da Crushpad, há duas opções para os aspirantes a vinicultor, ambas em Nova York. Uma delas nasceu de um ex-funcionário da Crushpad, Conor McCormark, que no início de 2010 fundou a Brooklin Winery. Lá o preço do barril é menor: 5.700 dólares. A outra vinícola da cidade é a City Winery. Lá é comum ver funcionários de escritórios de advocacia em atividades patrocinadas por suas empresas como parte de um trabalho de integração.

Exame, março/11

Álcool protege contra a demência.

Um estudo recente conclui que beber álcool com moderação protege contra a demência, mesmo depois de 75 anos. Cientistas de vários departamentos de psiquiatria de universidades alemãs relatam no estudo que, em média, o consumo diário de álcool reduz o risco de demência em cerca de 30 por cento em comparação com os abstêmios. Além disso, o risco diminui em mais 30 por cento para as pessoas que bebem entre uma ou duas doses por dia.
"Nosso estudo sugere que o consumo, de leve a moderado, é inversamente relacionado à demência entre idosos de mais de 75 anos de idade", escreveram os cientistas. A equipe também encontrou resultados semelhantes em relação à doença de Alzheimer, classificada como uma forma específica de demência.
Os resultados fazem parte de um estudo mais abrangente sobre o envelhecimento, cognição e demência em doentes de cuidados primários em toda a Alemanha. Para este relatório, a equipe acompanhou um grupo de 3.202 pacientes durante três anos. Metade dos entrevistados não bebia álcool, e quase nenhum bebia muito (mais do que quatro doses por dia). Depois de três anos, 217 dos indivíduos sofriam de demência. Os cientistas compararam seus estilos de vida à ocorrência de doença cognitiva.
Embora o número de voluntários seja relativamente pequeno, os pesquisadores disseram que o poder de medir resultados com precisão é melhorado através da comparação com estudos em maior escala, que incidiam sobre uma ampla faixa de idades. E apesar do pequeno tamanho da amostra, o estudo está recebendo a atenção da comunidade médica. O Fórum Científico Internacional de Pesquisa em Álcool verifica, independentemente, estudos como este. O Fórum, composto por pesquisadores médicos, considera que são fortes os resultados do estudo alemão. No entanto, os pesquisadores não oferecem muita explicação para os resultados, argumentando que o "fenômeno de sobrevivência" pode ser simplesmente mais forte nas populações mais velhas. O Fórum Internacional sugeriu suas próprias teorias, depois de rever o texto. "As pessoas felizes e com muitos amigos têm mais oportunidades de beber socialmente e, nesse estudo, o consumo de álcool foi significativamente associado com fatores de proteção para o desenvolvimento de demência: melhor educação, não viver só e ausência de depressão", disse Erik Skovenborg, membro do Conselho Médico Escandinavo do Álcool, na Dinamarca. Skovenborg notou, entretanto, que mesmo após a consideração destes e outros fatores, o risco de demência ainda era significativamente menor entre os que consumiam álcool, de leve a moderadamente. Além do mais, os efeitos benéficos do álcool aumenta acentuadamente entre os que beberam vinho.

Wine Spectator , março/11

Canadá aprova levedura de vinho modificada geneticamente para não dar dor de cabeça.

Uma nova levedura de vinho transgênica, criada para evitar dores de cabeça, foi aprovada pelas autoridades de saúde do Canadá. Desenvolvido na Universidade de British Columbia e conhecida pelo nome comercial ML01, a levedura geneticamente modificada é capaz de realizar a fermentação malolática durante a formação alcoólica, reduzindo o risco de deterioração do vinho.
Ele também produz menos alergênicos - produtos químicos no vinho que produzem odores anormais e que podem provocar dores de cabeça e enxaquecas. O biotecnologista Hennie um Vuuren, que lidera a investigação sobre o uso de leveduras transgênicas em British Columbia, está buscando aprovação de seu uso pelas autoridades europeias.
Aprovado pelo Ministério da Saúde do Canadá para o uso comercial, e agora legal nos EUA e na África do Sul, a ML01 já era  disponível comercialmente desde 2006, embora seja pouco provável a sua menção em rótulos devido à possível reação do público à engenharia genética.
Ao contrário do que ocorre na UE, as leis de rotulagem nos EUA e Canadá não exigem dos produtores a indicação da presença de ingredientes transgênicos.

Decanter , fev/11

A mais antiga vinícola do mundo é encontrada na Armênia.

Relíquias das primeiras adegas conhecidas foram descobertas em uma caverna localizada na região montanhosa de Yeghegnadzor, na Armênia. Com cerca de 6.100 anos, o local inclui uma tina de pressão, frascos de fermentação, um cálice, tijelas, restos de uvas esmagadas, folhas e videiras de Vitis vinifera.
A descoberta foi publicada na edição online da revista Journal of Archaeological Science. De acordo com o Dr. Boris Gasparian, um dos líderes da escavação, o sítio arqueológico Areni-1 é especial porque o número e o volume de vasos encontrados sugerem que o vinho era ali produzido em escala comercial, a partir de uvas domesticadas.
O sítio é de época anterior à de outros sítios da vizinha Geórgia, e é considerado o mais antigo do mundo para produção de vinho. A caverna foi descoberta em 1997.
O cientista Stefan K. Estreicher, da Texas Tech University e autor do livro "Wine: From Neolithic Times to the 21st Century", disse ao New York Times que a descoberta do vinho armênio mostrou como o vinho era importante para aquela sociedade, que gastava tanto tempo e esforço na construção de instalação que seria usada apenas uma vez por ano, quando as uvas eram colhidas.
Acredita-se que o vinho fosse usado para fins rituais, pois há evidências de que a caverna seria utilizada para rituais por indivíduos de status elevado. Covas foram descobertas nas proximidades e os cientistas sugerem que o vinho era bebido para apaziguar os mortos, ou aspergidos sobre os corpos durante o enterro.

Decanter , jan/11

Peixe com Vinho. A combinação perfeita para a saúde do coração?

Uma ampla revisão de pesquisas recentes sobre consumo de vinhos e peixes, mostrou que a bebida ajuda a quebrar os ácidos graxos ômega-3 abundantes em muitos tipos de frutos do mar. Isso ajuda a manter o tecido do coração forte e saudável.
O estudo, publicado recentemente na revista Current Pharmaceutical Biotechnology, revela que os corações daqueles que regularmente consomem vinho e ácidos graxos ômega-3 têm 20% a mais de tecido cardíaco, indicando um sistema cardiovascular que se regenera com maior regularidade. O coração humano se contrai cerca de 100.000 vezes a cada 24 horas. Portanto, a sua capacidade de regeneração é fundamental para a manutenção de ritmo de batimento constante.
Os autores do estudo, Joel de Leiris e Dr. Michel de Lorgeril, descobiram que os consumidores moderados de álcool apresentaram níveis mais elevados de ômega-3 em seus corpos, em comparação com os abstêmios, apesar de consumirem uma quantidade similar de frutos do mar.
Ao analisarem dados de 84 estudos independentes, a equipe de Leiris encontrou taxas mais baixas de doenças cardíacas entre os que comiam peixe e bebiam vinho regularmente. Diz o estudo que "as interações entre o consumo de vinho e do metabolismo de ácidos graxos poliinsaturados omega-3 podem contribuir substancialmente para o efeito cardioprotetor do consumo regular e moderado de vinho". A quantidade ideal de vinho é 2 a 4 copos por dia, combinando com peixes ricos em ômega-3, de água fria, como anchova, arenque e cavala.

Wine Spectator , dez/10

Vinho da Nova Zelândia será o primeiro a mostrar no rótulo as suas emissões de carbono.

Cada garrafa do 'Mobius Marlborough Sauvignon Blanc' irá mostrar no rótulo qual a emissão de carbono por taça de 125ml. As emissões de carbono, que são calculados para medir o impacto ambiental de fatores tais como transporte e refrigeração, serão medidas separadamente para cada mercado de exportação.
Garrafas enviadas para a Nova Zelândia, por exemplo, terão um valor de 140g de CO2, enquanto que garrafas vendidas para a Austrália irão indicar valor de 190g.
O lançamento chega em um momento em que as vendas estão sendo impulsionadas pelos preços baixos, e não por preocupações ambientais.
Uma garrafa de 750ml de vinho com 190g de CO2 por taça equivale a uma viagem de carro de 5 km ou de 14 km do metrô de Londres.

Comentário de um leitor da Decanter:
"Completamente inútil ... não existe um padrão para o cálculo da emissão, não há maneira de se saber exatamente de que forma a garrafa foi transportada, armazenada, vendida, reciclada ... é só marketing! Espero que sejam processados por exibir informações enganosas ao consumidor".

Decanter , nov/10

Novo sistema de medição de tanino.

Um novo sistema que mede a presença de tanino em uma aduela de carvalho ganhou medalha de ouro na feira Vinitech.
Oakscan é um sistema de escaneamento infravermelho que mede a quantidade exata de taninos em cada aduela de barril antes de serem montadas, permitindo ao produtor que selecione com precisão os tipos de taninos necessários para combinar com o estilo de cada vinho.
O sistema foi desenvolvido como resultado de uma pesquisa realizada por Nicolas Mourey na fábrica de barris Radoux, juntamente com Faculdade de Enologia na Universidade de Bordeaux.
Radoux está em processo de implementação do sistema para todos os seus barris de carvalho francês.
Frederic Bonnaffous, diretor técnico do 'Chateau Le Boscq' e 'Chateau Belgrave' no Medoc, que esteve envolvido nos testes dos barris, disse á Decanter.com que "a ideia de reduzir as diferenças entre barris é muito sedutora. Além de cada carvalho ter diferentes níveis de tanino, os níveis também diferem conforme o lado da árvore e suas seções interna e externa". "Não podemos fazer nada sobre as variações dos padrões climáticos anuais em Bordeaux mas, se pudermos ter uma certa estabilidade nos barris, aumentaremos o nível de precisão em nossa vinificação". Pierre Guillaum da Radoux disse: "Há um lado poético na viticultura, mas você também precisa de parâmetros dentro dos quais deve trabalhar".

Decanter , set/10

O Champagne é melhor servido como cerveja, dizem os franceses.

Cientistas franceses descobriram o segredo para manter a efervescência num copo de champanhe: derramá-lo como uma cerveja.
Um novo estudo relata que a melhor maneira de se verter o champanhe é como se faz com a cerveja, com o copo inclinado.
Ele revela que o vinho espumante permanece efervescente por mais tempo quando é servido deste modo do que quando vertido diretamente para o copo esperando-se que a espuma desapareça antes de se completar o volume. No entanto, Tom Stevenson, presidente do painel da Decanter World Wine Awards, disse: "Vertendo-se Champagne como uma cerveja é visto como uma maneira realmente deselegante de servi-lo. Você não verá um sommelier fazê-lo em um milhão de anos. Servir como fazem os sommeliers permite o escape do CO2 livre no copo evitando que as bolhas agridam seu nariz". A pesquisa também descobriu que o Champagne servido em temperaturas mais baixas mantém sua efervescência. Em temperaturas elevadas, o dióxido de carbono é perdido mais rapidamente.
O relatório publicado no Journal of Agricultural Food Chemistry foi liderado por Gerard Liger-Belair, professor da Universidade de Reims e autor de 'Uncorked: Ciência da Champagne'.

Decanter , ago/10

Resveratrol ajuda na prevenção da cegueira.

Estudos anteriores já tinham revelado que o resveratrol, um composto de polifenóis encontrados em abundância no vinho tinto e uvas, ajuda a reduzir a inflamação das artérias. Agora, um estudo publicado na edição de julho do American Journal of Pathology, verifica que este composto químico reduz o crescimento dos vasos sangüíneos no olho, reduzindo assim os sintomas associados com as principais causas de cegueira.
Pesquisadores do departamento de oftalmologia da Universidade de Washington em St. Louis, trabalhando com farmacologistas da Escola Médica RW Johnson em Nova Jersey, descobriram que o resveratrol, quando administrado em doses elevadas, ajuda a bloquear a formação de novos vasos sangüíneos (angiogênese).
A angiogênese em pacientes saudáveis é normalmente equilibrada, mas quando vasos sanguíneos crescem fora de controle, o resultado é sintomático de diversos cânceres, de doenças relacionadas à idade como cegueira diabética e da degeneração macular. Os pesquisadores fizeram quatro incisões a laser em retinas de ratos, estimulando a angiogênese. Um grupo de ratos não recebeu resveratrol e dois outros grupos receberam doses de 22,5 e 45 miligramas de resveratrol por quilo de peso, valores consideravelmente maiores do que o encontrado em garrafas de vinho. Os cientistas notaram que, nos dois grupos de ratos que consumiram resveratrol, os vasos sanguíneos anormais começaram a desaparecer. O efeito foi muito mais acentuado no grupo que recebeu a maior dose. Após sete dias de tratamento com resveratrol, o volume de vasos sanguíneos anormais foi de aproximadamente um por cento do valor encontrado no grupo controle.

Wine Spectator , jul/10

União Européia diz não ao vinho orgânico.

A União Européia rejeitou a proposta de criar uma categoria de vinho biológico, apesar do regulamento ser considerado "urgente".
Produtores de "vinhos orgânicos" na Europa podem declarar se o vinho é feito a partir de uvas cultivadas organicamente, mas os políticos têm discutindo a introdução de uma categoria de vinho orgânico.
Copa-Cogeca, que representa 11 milhões de agricultores europeus e 40 mil cooperativas, criticou a União Européia pela rejeição da proposta. Seu secretário-geral Pekka Pesonen, disse: "Estou realmente desapontado com o movimento. A legislação da UE sobre vinhos orgânicos é urgentemente necessária a fim de harmonizar as regras sobre o vinho orgânico no âmbito da UE e para desenvolver o mercado para este produto, especialmente diante de sua crescente demanda". A proposta considera um limite inferior para os sulfitos, menos aditivos permitidos, e a proibição de cinco técnicas de vinificação, como o "spinning cone", processo de destilação que remove álcool do vinho. O Comissário da UE para a Agricultura e Desenvolvimento Rural, Dacian Ciolos, retirou o projeto de proposta, mas acrescentou: "Nossa esperança é que a Comissão possa voltar a estas propostas no futuro".

Decanter , jun/10

Royal Tokaji abre nova vinícola em setembro.

A empresa húngara Royal Tokaji planeja dobrar sua produção, abrindo uma nova adega de € 3.25 milhões em setembro.
O lançamento oficial da vinícola irá coincidir com o 20º aniversário da empresa, co-fundada por Hugh Johnson OBE, colunista da Decanter e 'Homem do Ano' da Decanter em 1995.
A nova unidade aumentará a capacidade de produção anual de 30.000 para 60.000 caixas de seis garrafas, visando volumes crescentes de Furmint seco e de um vinho de colheita tardia, em vez dos famosos vinhos Aszu. Ben Howkins, diretor de vendas internacionais da Royal Tokaji disse à decanter.com "Vemos o maior crescimento vindo dos vinhos de colheita tardia e dos Furmint secos, embora o núcleo de nosso negócio seja sempre o Aszu, que faz a diferencia da Tokaji". O aumento da produção visa aumentar as vendas em seu maior mercado, os Estados Unidos, além do Reino Unido e Europa.

Decanter , maio/10

Vega Sicilia de mudança para La Rioja ?

Vega Sicilia, de olho em La Rioja, está comprando vinícolas no norte daquela região. O jornal local Diário La Rioja relatou que Vega, considerado um dos melhores produtores da Espanha e a estrela de Ribera del Duero, está adquirindo parte de velhas vinhas na área em torno de San Vicente de la Sonsierra, parte da "milha dourada" de Rioja e localizada entre as cidades vinícolas de Haro e Laguardia.
Mais de 40 pequenos produtores deixaram a Cooperativa de San Vicente de la Sonsierra ao longo dos últimos dois anos, possibilitando que a empresa Plalia Inversiones, ligada à Vega Sicilia, comprasse de 80 a 100 ha de vinhas na região.
Vega Sicilia é de propriedade da família Díaz Alvarez desde 1982, e é liderada por Pablo Alvarez. O portfólio do Grupo Vega Sicilia também inclui Bodegas Alion (Ribera del Duero), Bodegas Pintia (Toro) e Tokay Oremus na Hungria, que foram criadas ou adquiridas na década de 1990.

Decanter , maio/10

Vinho pode reduzir o risco de diabetes tipo 2.

Vários estudos têm mostrado que o consumo moderado de vinho está associado a um menor risco de diabetes tipo 2. Dois novos estudos sugerem que o vinho faz seu papel e que as substâncias químicas nas uvas podem ajudar. Para um dos estudos, a ser publicado no American Journal of Clinical Nutrition, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Wageningen, nos Países Baixos, analisou a questão com base nos dados extraídos do Inquérito Europeu Holandês Relativo a Câncer e Nutrição (EPIC-NL), um estudo mais abrangente da saúde de mais de 520 mil pessoas em 10 países europeus.
Depois de analisar 10 anos de dados, incluindo 796 casos de diabetes tipo 2, os pesquisadores concluíram que a taxa mais baixa da doença entre os bebedores não pode ser só explicada por uma vida saudável. O álcool, de alguma forma, contribuiu diretamente para uma menor incidência da doença - bebedores tiveram um risco aproximadamente 40 por cento menor que o dos abstêmios. Embora o estudo holandês não explique por que as bebidas alcoólicas podem reduzir o risco, outro estudo sugere que pode não ser somente o álcool. Pesquisa da Universidade de Michigan considera que comer uvas parece retardar o desenvolvimento de pressão alta e a resistência à insulina. Ambos são os principais precursores de doenças cardíacas e diabetes tipo 2. Juntos, os dois criam uma condição conhecida como síndrome metabólica, que afeta 50 milhões de americanos.
Nos resultados apresentados na convenção de Biologia Experimental, em Anaheim, Califórnia, a equipe de Michigan descobriu que ratos alimentados com o pó feito a partir de uvas de mesa mostraram níveis mais favoráveis de açúcar na corrente sanguínea e melhor tolerância à glicose. O efeito é provavelmente devido à fitoquímicos, que ocorrem naturalmente nas uvas e vinho e incluem taninos, antocianinas e resveratrol. Os ratos que se alimentaram com as uvas de mesa tiveram menos inflamações arteriais e danos oxidantes.

Wine Spectator , maio/10

Quarentena causada por mariposa de vinhedos se expande do Napa até Sonoma.

Desde setembro último, quando descobriram a mariposa (EGVM) no Napa Valley, fontes do setor acompanham atentamente como a mariposa faz seu caminho através do Napa County. Inicialmente acreditava-se que a mariposa estava confinada a cerca de 30 vinhedos em Napa.
Agora, de acordo com a United States Department of Agriculture, a presença da praga é confirmada em todo o condado de Napa, fazendo com que a quarentena seja estendida para todo o condado e para parte do vizinho Sonoma, onde insetos adultos foram encontrados em vinhedo da Kenwood.
Estes insetos, no último outono, destruíram a totalidade de uma cultura de 10 acres de Chardonnay no Napa Valley. A fêmea deposita seus ovos no interior das bagas de uva e cachos de flores, comendo as frutas e abrindo caminho para infecções de fungos, como o  botrytis. Nativa da Europa, a mariposa foi se espalhando globalmente.
Encontrada no Chile em março de 2008, a propagação de insetos ocorreu de norte ao sul de Santiago e invadiu a Argentina. Especula-se que o inseto poderia ter vindo do Chile ou da Europa, possivelmente na fruta ou em equipamento de vinificação.

Wine Spectator , abr/10

Um Vinho ao gosto de Julius Caesar.

Que vinho Júlio César bebia? A Planeta, uma das vinícolas mais conhecidas da Sicília, planeja produzir um vinho que pode ter sido o favorito do imperador romano. O vinho será produzido de vinhas da pouco conhecida denominação Mamertino, em região no nordeste da ilha, alugada recentemente pela Planeta.
Na época Romana a Mamertino tinha a reputação de produzir um dos melhores vinhos da Sicília, um tinto que César encomendava para suas festas. O objetivo da Planeta, com a colaboração do professor de viticultura da Universidade de Milão, Attilio Scienza, é descobrir a variedade de uva local que era misturada à Nocera para a produção da Mamertino. Eles esperam chegar o mais próximo possível do corte que César costumava beber.
"Se tudo correr bem, vamos iniciar o replantio na região abandonada de sete hectares de vinhas no próximo inverno, com a primeira safra prevista para 2015", disse Francesca Planeta.
A Planeta construirá uma pequena vinícola na cidade de Capo Milazzo, produzindo cerca de 30.000 garrafas por ano. "Naturalmente, não poderemos fazer o mesmo vinho que Júlio César bebia porque usamos metodologia moderna, mas ele será tão próximo quanto possível daquele tinto, embora não oxidado” disse ela.

Wine Spectator , abr/10

Terremoto no Chile causou prejuízo de 125 milhões de litros.

Segundo o presidente da companhia "Vinos de Chile", René Merino Blanco, o terremoto ocasionou um prejuízo de 125 milhões de litros, ou aproximadamente US$ 250 milhões, sendo que isto corresponde a 12,5% da produção anual do país.
Os danos em termos de infraestrutura são diferentes em cada vinícola e ainda não foram totalmente avaliados. A região de Maule, vizinha do epicentro do terremoto que atingiu o Chile no sábado, foi a mais prejudicada.

O Globo, mar/10

Vinho sem álcool lançado para combater consumo abusivo.

Novo vinho com baixo teor alcoólico foi lançado no mercado italiano em um esforço para combater o consumo abusivo de álcool. Com teor de 0,5% o vinho, chamado de WineZero, é feito com fermentação total e destilado a vácuo para redução do álcool.
O WineZero está sendo produzido em Valladolid, Espanha, com uvas do Duero, Rueda e Cigales, nas modalidades tinto, branco e rosé, e um tinto envelhecido em carvalho americano.
O vinho foi criado pelos empreendedores italianos  Massimiliano Bertolini e Manuel Zanella. Bertolini diz que "o vinho não pretende competir com os vinhos tradicionais; é uma nova bebida, como a cerveja sem álcool ou o café descafeinado. Já estão na moda na Espanha, França e Alemanha e já era hora de lançá-lo no mercado italiano".
Decanter, mar/10

Arqueólogos descobrem em Israel uma antiga prensa vinícola.

Arqueólogos israelenses descobriram em Israel um antigo lagar da época bizantina. Declararam ontem que tinham encontrado um lagar de formato incomum, com 1.400 anos, considerado excepcionalmente grande e avançado para seu tempo.
Segundo as autoridades, a prensa, medindo 6,4m por 16,5m, foi descoberta em Israel, a cerca de 25 quilômetros ao sul de Jerusalém.
"O tamanho do lagar  revela que a quantidade de vinho que produzia era excepcionalmente grande, não destinado ao consumo local. O vinho era, provavelmente, destinado para o Egito, grande mercado de exportação na época, ou para a Europa", disse o diretor de escavação Uzi Ad.
A estrutura incluía um andar central com pavimentação de mosaico. Autoridades israelenses disseram que o sítio será protegido e aberto ao público.
Decanter, fev/10

Vinícola americana utiliza energia eólica.

Uma turbina de vento com 14 metros de altura foi instalada na nova vinícola Anaba em Sonoma, que passa a ser a primeira vinícola do norte da Califórnia a usar energia eólica. A instalação da turbina, que custou US$21.000, reduziu as despesas anuais com eletricidade em US$1.000. Segundo o proprietário John Sweaze, o retorno do investimento levará 12 anos.
Por todo o pais, do Alaska ao Texas, do Oregon ao Michigan e Nova York, há vinícolas usando energia eólica. Novas tecnologias em geração eólica de eletricidade e subsídios federais e estaduais estão ajudando os produtores a compensar os custos iniciais. Nesta primavera a vinícola Honig no Napa Valley irá complementar sua atual geração de energia solar com sete turbinas eólicas totalizando 10.800 KWH/ano. Os painéis solares funcionariam bem nos dias quentes de verão e as turbinas nas noites de inverno.
Wine Spectator , jan/10

Amarone promovido a DOCG.

Os Amarone della Valpolicella foram promovidos de DOC a DOCG (Denominazione di Origine Controllata e Garantita), o mais alto nível de qualidade estabelecido pelo Ministério de Agricultura italiano.
Dois produtores, Carlo Boscaini e Sabrina Tedeschi, reclamam dos muitos anos de espera pela promoção de um dos melhores vinhos italianos vendidos a outros países. Válida a partir da safra de 2008, a decisão foi tomada em sequência à classificação do Ripasso como DOC (este outro grande vinho era Vino da Tavola del Veronese). Na mesma ocasião foram canceladas as DOC's dos Collio, Gorizia, Bivongi, Marino,e a IGT Quistello, por ajuste às regras de DOC.
Decanter, dez/09

Produção mundial de vinho diminui com fechamento de vinícolas na UE.

Estima-se que cerca de 73.000 hectares de vinhedos foram varridos do mapa da Europa durante 2009 em decorrência de um esquema de compensação da UE para encorajar produtores a abandonar vinhedos antieconômicos. Enquanto isto, a França reconquistou a posição de maior produtor mundial ultrapassando a Itália, maior produtora desde 2007.
Federico Castellucci, diretor geral da Organização Internacional do Vinho (OIV), diz que a crise econômica mundial não poupou o setor vitivinífero, prejudicando especialmente o consumo de vinho e gerando estagnação na produção em 2009. Pelo esquema da UE, a Espanha perdeu cerca de 45.000 ha, a Itália 11.000 ha e a França 10.300 ha durante 2009. Espera-se redução de outros 55.000 ha em 2010 em toda a Europa. A produção estimada para 2009 aumentou 9% na França mas diminuiu 3% na Itália e 6% na Espanha.
Decanter, dez/09

Bordeaux está em crise.

Matthieu Chardronier, um dos maiores exportadores de Bordeaux, afirmou na WineFuture Conference em Rioja que Bordeaux, com exceção dos seus mais ricos e maiores produtores, está em crise e necessita uma reestruturação radical. Os problemas já ocorriam antes da crise financeira mundial, mas pioraram com ela.
Existem lá  mais de 10.000 produtores e 400 negociantes. Cerca de 70% de todo o vinho produzido na região é vendido por estes negociantes, sendo mais de 90% só com os crus classificados do Medoc.
"Temos um sistema de produção e distribuição eficiente para os Grands Crus  mas muito fraco para o restante de Bordeaux. Nosso ponto fraco é a fragmentação de nossa indústria vinícola. Não acredito que uma região com este tamanho possa ter  10.000 produtores".
Decanter, nov 09.

Château Angélus remove os engaços manualmente.

O Château Angélus é o primeiro grand cru classé de Saint-Émilion a fazer manualmente o desengaço de seus cachos de uvas, a partir da safra de 2009. O equivalente a 15.000 garrafas já foram desengaçadas a mão o que, segundo Hubert de Boüard, proprietásrio do Château, irá criar taninos "sedosos, com toque de cashmere". Ele acha que esta será a maneira de garantir a perfeição do Angelus.
Por questões de custo, somente a Merlot, mais sensível e delicada, será desengaçada a mão, com a Cabernet Franc ficando fora do novo processo.
O preço do Angélus aumenterá em €2,00 por garrafa. O processo já era usado desde 2000 em outro vinhedo da família, o Le Plus de la Fleur de Boüard, em Lalande-de-Pomerol.
Decanter, out 09.

Champagne: novas regras radicais de colheita.

Novas regras definindo o rendimento da colheita de 2009 vão ocasionar uma redução de 40% na produção de Champagne este ano. Pretende-se com isto atender ao pedido dos grandes distribuidores para que não se aumente os excessivos estoques atuais, preservando-se os preços e garantindo um nível razoável de receita.
Entre um mínimo de 10.400 kg/ha pretendido pelos produtores e os 7.500 kg/ha solicitados pelas casas distribuidoras, chegou-se ao acordo de que sejam produzidos até 9.700 kg/ha, o que, se comparados com os 14.200 kg/ha produzidos no ano anterior, significa uma queda de 44% na produção de novas garrafas.
Os negociantes pagarão, trimestralmente, somente por 8.000 kg/ha durante o ano que segue a colheita e os restantes 1.700 kg/ha em novembro de 2010.
Decanter, set 09.

Mais um ponto para o resveratrol.

Este anti-oxidante encontrado em algumas uvas tintas pode combater doenças inflamatórias.
Um estudo da Universidade de Glagow, recém publicado, indica o resveratrol como terapia eficiente contra perigosas inflamações, como apendicite, peritonite e septicemia.
Os pesquisadores administraram um agente inflamatório em dois grupos de cobaias, um deles sendo tratado previamente com resveratrol. O grupo não tratado sofreu intensa resposta inflamatória enquanto o outro grupo permaneceu protegido. Os cientistas revelaram que o resveratrol impede o organismo de criar duas diferentes moléculas conhecidas como iniciadoras da inflamação.
Entretanto, o Dr. Roger Corder, professor na London School of Medicine, alerta que "muitos vinhos, principalmente os de cascas espessas como o Cabernet Sauvignon, praticamente não contêm resveratrol".
Decanter, ago 09.

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