Localizar Novas Avaliações Artigos Links Notícias e Dicas Wine bars e Adegas

Artigos

Quinta do Crasto no solar do Douro e Porto.
Por Silvia Cintra Franco*

O Solar do Vinho do Douro e do Porto organizou degustação de Quinta do Crasto, Xisto, Poças e outros bons vinhos do Douro no restaurante Julia Cucina, repaginado e bem afinado na harmonização com os vinhos servidos. A Quinta do Crasto é considerada uma das vinícolas top do Douro. O crítico britânico Hugh Johnson não economiza nas estrelas e elogios e confere à Quinta do Crasto todas as quatro estrelas reservadas às grande vinícolas de prestígio. No caso da QC, ainda ressalta que seus vinhos têm excelente relação qualidade X preço.
A QC traz este ano uma novidade, o Crasto Douro Branco 2007 , corte de Gouveia, Roupeiro, Cersial e Rabigato, sem madeira, muita fruta, maçã verde, aromático, leve e de acidez gastronômica, que pede comida. (Qualimport, R$60). São uvas provenientes de vinhas do Crasto e da Quinta das Cabreiras que ajudam a quebrar a acidez. Da mesma linha básica e da mesma boa safra de 2007, o Crasto Douro Tinto 2007 , também sem passagem em madeira, é um corte de Tinta Roriz, Touriga Barroca, Touriga Nacional e Touriga Franca. Aromas de fruta, acidez gastronômica e taninos presentes (Qualimport, R$60).

 
Quinta do Crasto Reserva  

Entretanto, os campeões na noite não foram os vinhos básicos, mas os especiais Xisto 2004, Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2006 e o Quinta do Crasto Touriga Nacional 2005, não necessariamente nesta ordem.
Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2006 é um corte de mais de dez cepas, sobressaindo a Tinta Roriz, maior cepa do Porto também conhecida como Tempranillo e no Alentejo como Aragonez. A Tinta Roriz agrega cor intensa, calor, especiarias, taninos firmes e tem grande afinidade com madeira. É um vinho fresco e untuoso na boca, com aroma de frutas maduras e notas de chocolate. Vinho de guarda com 86 pontos na Wine Spectator, 14,5%, 16 meses em carvalho Frances, sendo 20% em barricas de segundo uso. (Qualimport, R$160).

 

 

Xisto Douro 2004 foi outro dos campeões da noite. A safra de 2004 é a segunda edição deste belo vinho que resulta de joint venture entre QC e Jean-Michel Cazes de Bordeaux. Recebeu 89 pontos da WS. É um corte de 60% de Touriga Nacional, 25% de Tinta Roriz e 15% de Touriga Franca, 14%. A Touriga Nacional é uma cepa que agrega aromas frescos e florais de violeta e bergamota (tangerina), combina potência com aromas exuberantes de frutas negras e confere ao vinho elegância e frescor. É um vinho gastronômico, elegante e de aromas mais complexos e sedutores. Passa 18 meses em carvalho, sendo 40% em barricas usadas e 4 meses de estágio em garrafa para assentar antes de seguir para o mercado. Recebeu 89 pontos da WS. (Qualimport, R$ 330).

 
Quinta do Crasto e Xisto Douro  

Finalmente, mas não menos sedutor foi o Quinta do Crasto Touriga Nacional 2005 , que traz uma expressão vibrante desta cepa. É vinho com tradição de excelente pontuação na WS: a deste ano recebeu merecidos 94 pontos! Exuberante s aromas florais, complexo e profundo. Boa integração da madeira, leve tostado e notas de especiarias. No palato é redondo com chocolate amargo (para mim um Valrhona 70%...), final elegante e persistente. Uma maravilha! (Qualimport R$ 290).
Também vale a pena provar o Poças Novus Tinto 2004. De taninos sedosos e fruta fresca, toques defumados e de especiarias e 89 pontos na Wine Spectator. Na Grand Cru por R$ 67.

 

 

 

 

 

* Silvia Cintra Franco é escritora, enófila e sócia da Associação Brasileira de Sommeliers.



<< AnteriorPróxima>>

 

Copyright © 2001-2010 • Adegas & Vinhos •
E-mail: suporte@adegavinhos.com.br