A Confraria dos Sommeliers, que já está em seu décimo ano, nasceu em fevereiro de 1999, em São Paulo. Foi uma iniciativa de Didú Russo (What's up/Gula), Juscelino Pereira (Piselli) e Cezar França (Decanter) com o objetivo de defender e aprimorar a profissão de Sommelier.
“O que me motivou a criar a Confraria”, conta Didú, “foi observar em 1998 que havia muitas confrarias de ricos que degustavam vinhos famosos enquanto os sommeliers de verdade – que servem mesa e têm um termômetro do mercado – não tinham uma.” Didú que já foi publicitário e trabalhou no marketing de importantes veículos de comunicação como Abril, Globo, Gazeta Mercantil, montou com Juscelino Pereira e Cezar França a Confraria dos Sommeliers que funcionava em seu bar de vinhos chamado Gayatri. A idéia não prosperou no bar, pois era muito avançada para a época... O bar fechou e a Confraria prosseguiu, mantendo sommeliers atualizados e informados. Admite em seus quadros somente sommeliers que trabalhem com o vinho, de preferência servindo mesa. O presidente hoje é Juscelino Pereira, vice-presidente Cezar França e como vice-presidente e coordenador, Didú Russo que migrou da atividade de sommelier para a de celebrado colunista e crítico de vinhos. É dele o CELEBRE!, programa semanal sobre vinhos na CNT, aos domingos às 21h.
A Confraria se reúne toda as segundas terças-feiras do mês com um tema específico e um confrade escolhido para fazer a palestra. As importadoras enviam uma garrafa do vinho do tema, “nunca mais que uma garrafa”, frisa Didú. Embora o limite de confrades seja 15, este ano já são 30, o que demonstra a importância desta confraria. Para ser aceito, o candidato a Confrade deve ser indicado por três membros, submeter os votos de suas três primeiras degustações a uma avaliação e somente será aceito se o grau de conhecimento e competência estiver num nível aceitável para integrar a Confraria.
|
|
| Didu, José Mª Santana e Ramatis Russo |
|
Na reunião de maio, o sommelier Ramatis Russo apresentou cinco Portos e Tawnys, recordando que “o vinho do Porto foi feito a ferro e fogo”, pois eram obrigados a usar grandes estacas de ferro e dinamite para quebrar a primeira camada de xisto. A região do Douro e os Portos são detentores da primeira vez de itens indispensáveis hoje: a primeira AOC do mundo, a primeira garrafa de vidro, a rolha, o rótulo.
Dos mais apreciados –peça ao sommelier! –, levaram a taça o Quinta de la Rosa Tonel 12 (Expand), untuoso, notas de nozes, maravilhoso; o Casa Santa Eufêmia (World Wine) elegante e equilibrado, muito saboroso, e por último e não menos delicioso, o Burmester (Adega Alentejana).