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Os espumantes podem ser tintos
Por Álvaro Cezar Galvão*

Em tese podem ser tintos, brancos e rosados. O que é um espumante senão a maior expressão de vivacidade, acidez e luminosidade que um vinho contendo dióxido de carbono pode ter?

 
Espumantes
 
A espumatização dos vinhos não tranqüilos deixa-os com aquela explosão de borbulhas, tanto visual quanto em boca, que tanto agrada e faz a mística destes vinhos .

O vinho base é sempre branco, pois é necessário um grau de acidez elevado. Com o vinho base tinto, teríamos ao menos em maior concentração, os taninos incorporados ao mesmo, tirando um pouco do brilho e vivacidade e com certeza uma graduação alcoólica maior.

Ao deixar as cascas em contato com o mosto, ou mesmo misturar o tinto com vinho base branco, fazendo o rosado, leva-se em conta sempre a acidez.

Espumante se toma gelado, em torno dos 5º em média (há os de maior estrutura e complexidade que podem ser servidos até os 10º), portanto realçando a acidez que dá o tom neste vinho. Caso fosse um tinto, a temperatura de serviço teria que ser um pouco mais alta, para também realçar a qualidade adquirida pela cor, e teríamos um vinho espumante menos alegre, e vivaz, sem contar que o efeito da perlage seria menos visível e encantador.

O gás mascara o açúcar, tanto é assim que o espumante brut chega aos 15g/l sem se perceber tanto o dulçor.

Há frisantes tintos, como o Lambrusco da Emilia Romana, que têm menos gás em torno de 1,5 a 2 atm. (os champagnes e bons espumantes chegam a 6 atm.), mas nestes o tipo de uva, Lambrusco, não deixa tanto mostrar os taninos.

Concluo dizendo que em minha opinião, os brancos e rosados são meus preferidos por serem mais frescos, vivos e alegres.

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* Álvaro Cezar Galvão é enófilo, consultor em enogastronomia, sommelier pela ABS e conhecido como "O engenheiro que virou vinho".



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