Monsieur Aubert de Villaine comandante da legendária Romanée-Conti, esteve em São Paulo, mais precisamente na Brasserie de Erik Jacquin (7/nov) para apresentar preciosidades como Le Tache 2004 e Richebourg 2004. Os afortunados convivas eram um seleto grupo de chefs e restauraters, entre eles a chef Renata Braune (Chef Rouge) e o restaurater Silvio Lazzarini (Varanda Grill).
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Monsieur Aubert de Villaine
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A Romanée-Conti produz de 80 a 90 mil garrafas dos vinhos que tomamos e apenas de 5 a 6 mil do principal destaque da vinícola: o Romanée-Conti. Para adquirir este que é o maior vinho da Borgonha, il faut adquirir uma caixa com onze garrafas dos demais vinhos...
Monsieur de Villaine falou das dificuldades da safra de 2004 (algumas áreas em Côte de Beaune e Cote de Nuits sofreram com as chuvas de granizo em agosto), da decisão no passado de arrancar todos os vinhedos por causa da filoxera e, finalmente, comentou seus vinhos: para ele, o Grand Echezeaux 2004 é um vinho ainda com os taninos presentes. O Richebourg estava redondo, com aroma de café menos intenso que o do Gr. Echezeaux e mais masculino do que o Romanée-Saint-Vivent 2004, este um vinho complexo, mais feminino. O eleito de M. de Villaine, como completo, bem equilibrado, foi o La Tache. Os meus preferidos foram o La Tache e o Grand Echezeaux.
A Pinot Noir nesses Borgonhas é incomparável. Na taça, sobressaía uma transparência de textura maravilhosa. Sem dúvida, Romanée-Conti é a melhor expressão do Pinot Noir. Como diz Renata Braune, “pode-se mover a uva, mas não o terroir.”